de
1982 até 1989 eu vivi os melhores anos do meu bmx, juventude de ouro,
pista do 90º, viajens para quase todos os estados do Nordeste, fui
Campeão Pernambucano em1987 na Adulto C....tirei um monte de terceiro
lugar, um monte de último...fo
i a época
mais feliz pois era infancia/juventude, de 90 até 91 passei parado no
bmx, soube do mundial e voltei...corri o mundial foi massa, mas não se
comparou a minha infancia no bmx, depois fui campeão na Elite de PE em
92,93,94,96,97,98 95 fui vice, perdi pro Jegue, fiquei muito feliz com
esses titulos, mas nada comparado a minha infancia no bmx, hj tenho
41,vou fazer 42 em setembro tô ficando velho e não consigo esquecer da
minha maravilhosa infancia no bmx, dizem que velho vira criança, vou
aproveitar até onde for possivel!!!amo o bmx!!!ver Renatinho participar
de uma olimpiada foi uma realização mesmo com o acidente senti que o
sonho é possivél, ver Maris Strombergs descer do avião na Latavia em um
tapete vermelho foi uma sensação parecida com a de ver o propio bmx
descendo para disfilar na passarela do sucesso, gente me desculpa mas
sem bmx não consigo mais viver!!!!
Bicicross, também conhecido comoBMX, tiraessas comparações.O esportemais badalado, o mais jovemdos Jogos Olímpicos deVerãotevesua segundaparticipaçãono cenário internacionalpara o deleitedos fãsnão é usado parahabilidades de conduçãodos pilotos.
O esportetambémadiciona o elementode falhaspara oferecerum componentetentadoranãodescobrino sitepentatlo moderno.
"Pode sermaisem poucos segundosporque alguémpode levá-lopara fora", disseRaymonvanderBiezen(Holanda), queterminou em quarto lugarna corridados homens.
Connor Fields(Americano)conhece melhordo que a maioriadepois determinar em sétimoem umatemperatura entre o diapairavamna década de 80baixos.Fazendo umesforço final paraa linha de chegada, aLas Vegaspilotocaiupara a faixahard-embaladosque se assemelhava alixaquandose defrontar comLiamPhillips.(Grã-Bretanha)
Fieldsnão pareciapior para o desgasteapesar de estar envolvidoemdois acidentesem um diadecorridaagressiva.Ele faloua um grupo dejornalistas enquantoainda usavacalçasrasgadase camisasde corrida.Camposabriu as mãospara mostrarsuas feridas.
"Isso é parte doBMX", disse ele."Não é comoo atletismoou a natação, ondeo cara mais rápidovai ganhar.NoBMX, você não sótem que ser bom,você tem que serinteligente.É por isso quenós o amamos."
Os fãsparecem amá-lopor causa doespetáculodeColiseu romano-lo.participantes
Para o BMX, houve um antes e um depois de Pequim
2008. Esta especialidade do ciclismo foi a grande novidade dos Jogos há
quatro anos e essa promoção a desporto olímpico mudou-a de algum modo,
mesmo que os espectadores não vejam a diferença.
Em Londres, tal como foi na China, é
uma modalidade electrizante de seguir: alia velocidade, manobras e
saltos espectaculares a um elemento de perigo a cada curva ou lomba. O
BMX continua muito divertido, mas está mais científico.
A entrada
no programa olímpico profissionalizou o treino dos atletas, que tentam
ganhar nos treinos aqueles centésimos de segundo que podem fazer a
diferença entre uma medalha ou um lugar fora do pódio. "Antes, cada
atleta fazia a sua coisa. O BMX era um desporto underground, em que o
divertimento era o factor principal", explicou Bas de Bever, treinador
da Holanda, ao PÚBLICO. "Os Jogos Olímpicos "obrigaram" os países a
investir mais. O nível do desporto subiu muito nos últimos seis anos,
mais ou menos. Agora os corredores têm treinadores a tempo inteiro,
fisiologistas".
Tal como há dez anos, a preparação pode ocupar
nalguns casos seis a oito horas por dia, mas é mais profissional, mais
bem orientada. A começar pela alimentação, por exemplo, que mudou
bastante: mais vegetais, menos (ou nenhumas) sobremesas ou bebidas com
açúcar. "Não bebo, não como junk food. Tento ser o mais atleta
possível", afirmou Marc Willers, que ganhou com facilidade um lugar nas
meias-finais de hoje, agendadas para pouco tempo antes da final. "Ainda
hoje [ontem] de manhã estive no ginásio", acrescentou o neozelandês, que
sabe que ninguém se pode dar ao luxo de relaxar. "Se falharmos, vamos
para casa e depois só daqui a quatro anos é que podemos voltar a tentar
ser campeões olímpicos."
Por isso, todos os pormenores contam
nesta modalidade em que as bicicletas podem atingir os 80km/h e as
quedas são frequentes. "Treino com um medidor de potência, que analisa o
impacto do treino no meu corpo", revelou o canadiano Tory Nyhaug. Os
atletas testam várias formas de correr, de pedalar, de posicionamento em
cima da bicicleta e, com aquele aparelho, percebem de que forma
desenvolvem mais potência. Mas o medidor não é a única ajuda tecnológica
ao serviço da modalidade, que beneficiou de um grande investimento dos
Governos das grandes nações desportivas por causa da participação nos
Jogos Olímpicos. Há programas de computador que analisam as pistas e
concluem, num desporto em que ganhar a dianteira da corrida é
fundamental, as melhores trajectórias a fazer em cada curva.
O
recurso ao vídeo, para corrigir algo ou para analisar os adversários,
também se tornou normal. "Nos últimos seis dias estivemos sempre a
filmar a pista da bancada", assumiu Bas de Bever. E faz a diferença numa
competição para a qual o treinador holandês diz que há 25 corredores
capazes de entrar numa final que é disputada por oito?
"Definitivamente." Os resultados parecem dar-lhe razão. Dois dos três
holandeses que alinharam na prova estarão hoje nas meias-finais e até
foram os melhores nas suas eliminatórias. Esta vertente mais científica
do treino pode, segundo Marc Willers, ser a "diferença de alguns
centímetros entre estar à frente ou atrás dos outros sete adversários".
Os tempos do pedal power
O
BMX começou a desenvolver-se no final dos anos 1960 na Califórnia,
quando alguns jovens decidiram imitar, nas suas bicicletas, os seus
ídolos do motocrosse. Na altura, chegou a ser conhecido como pedal power. Na actualidade, para os espectadores mantém a sua aura cool,
mesmo que este desporto de espírito rebelde e jovem - características
que atraíram o Comité Olímpico Internacional na altura de decidir a
inclusão no programa - tenha crescido, porque continua a ser uma grande
diversão. E também para os atletas, que ainda recebem olhares admirados
na aldeia olímpica quando se deslocam nas suas bicicletas.
"É
mais sério, mas continua a ser muito divertido. É uma sorte ter uma
ocupação em que faço o que adoro", concluiu Willers. O canadiano Nyhaug,
que foi eliminado por muito pouco nos quartos-de-final, apesar de ter
sido obrigado a remover o baço em Maio, na sequência de uma queda, adora
a "rotina de fazer dois treinos por dia".