sexta-feira, 19 de maio de 2017

O começo do BMX (Bicicross), em Pernambuco capitulo 5 memorias da juventude

A Evolução do esporte com a chegada da extra Ligth


 Em 1983 a Caloi lança a Caloi Cross Extra Ligth, uma bike toda especial, peças japonesas, nessa época made in japan era luxo, a bike copiava uma Kuwara, foi uma coisa de louco todos querendo muito a sonhada gringa.

Caloicross Seta, 1984/85
Caloicross Bolinha, 1983/84
Moisés tinha uma, Rory, Franci, Junior Bunda, Pig


   Não me lembro a ordem de quem comprou primeiro dos integrantes da nossa equipe, mas dos Irmãos Roque foram a primeira que vimos, uma Azul, logo Rory, Moisés e Junior Bunda compraram as suas, Franci meu Irmão também ganhou uma, a briga de quem sairia com a bike era para ter acabado, toda via não foi bem assim, pois passamos a dividir a extra ligth, eu andava na minha toda modificada e reformada, para passeios, treinos e trilhas, porém corria sempre na extra Ligth

                  A pista de Casa Forte

  Ficamos sabendo de uma pista de bicicross em Casa Forte, Marcos Xaréu após nossa corrida passou a frequentar nossa pista, e falou de uma pista massa em Casa Forte, fomos então na praça de Casa Forte, a da vitória regia, o pai de Moisés Sr. Marcos Barbosa nos levou em sua combi, muito legal o apoio de alguns pais nessa época.
   Ao chegarmos em Casa Forte e acharmos a casa foi fantástico a surpresa, era uma mansão e no quintal uma bela pista, havia sido construída pelo avô dos caras, eram dois irmãos e alguns primos, Xaréu não apareceu, mas como ligamos antes ele estavam nos esperando, a pista era feita de terra massapê preta bem durinha e com paredões de curvas bem altas e rampas bem legais, passamos um dia de Sábado maravilhoso, uma pena não termos fotos, pois ninguém se preparou para isso, pensavamos que voltariamos a andar lá novamente, mas andamos apenas uma vez, lá tomamos conhecimentos de outros caras que pulavam bem as rampas, mitos como o de Japona que os meninos da casa falaram, Xaréu também falava desse Japona, porém não vimos ele andando no ano de 83, pois achavamos que ele era apenas uma lenda para desfazer dos saltos de Moisés, pois sempre comparavam com ele.

 Ruy Guerra lá pista da casa de Henrique em Casa Forte, Casarão ao lado da Igreja da Praça da Vitória Régia, a casa dava o quintal aos fundos do Hospital de Casa Forte, 1983
 Ruy Guerra na casa dele, 1983
Ruy Guerra lá pista da casa de Henrique em Casa Forte, Casarão ao lado da Igreja da Praça da Vitória Régia, a casa dava o quintal aos fundos do Hospital de Casa Forte, 1983
Praça de Casa Forte. Vitória Régia
                                          Construirão um prédio no local, mas o casarão foi preservado
 Igreja de Casa Forte
Vista Aérea da Praça

A Viagem para Caruaru


   Moisés o Monza, havia determinado que iria para essa corrida, pois ele havia recebido a carta pelos correios, fruto das correspondências da revista Moto, os organizadores mencionaram uma pista em uma fazenda, o Sr. Marcos Barbosa pai de Monza tinha negócios em Caruaru e tinha algumas cobranças a fazer, então ele convidou a todos nós para essa viagem, fomos nós então, Eu, Monza, Rory, Rique, Franci e Junior Bunda e se não me falha a memória Luciano Pig, fomos na combi, e lá ficamos em um Hotél no centro de Caruaru, tudo pago pelo pai de Monza, estavamos todos muito eufóricos, pois era nossa primeira viagem, ficamos mito empolgados, Monza foi jogar fliperama e perdemos a hora do treino pois Marcos Barbosa havia chegado das cobranças e não achamos Monza, Marcos ficou chateado e foi descansar, Monza quando chegou teve que convencer o pai de nos levar, e fomos nós, nossa quantos atletas, eram mais de 150 pilotos de todos os lugares, João Pessoa, Campina Grande, Caruaru, Recife, Timbauba, Maceió, pilotos de todos os niveis, Junior Bunda dominou em minha categoria, eu fiquei em terceiro, Franci Ganhou, Moisés ficou em Segundo, Rory acredito que terceiro, O destaque da corrida foi o Paraibano Fábio Delgado, ele tinha uma bike cromada, peças da extra ligth vermelha e com adesivos da Kuwarara, todos achavam que era uma legitima, mas quando soubemos anos mais tarde era uma Galo Cross, marca Paulista customizada, Fábio tinha muita disponibilidade de viagens, sempre foi uma referencia de inspiração na época, anos mais tarde entrou no motocross e fez grandes conquistas.

Particularidade dessa corrida na fazenda, o primeiro colocado da Adulto ganharia um Bode, isso mesmo, o marido da cabra, Fábio Ganhou com sobra, mas fora desclassificado, essa prova dos adultos eram mais de uma volta, não lembro quantas e Fábio teve que desviar de alguns atletas retardatários caídos, por esse motivo perdeu o Bode, ganhou o troféu e o prestigío, rsrsrs
no Depoimento falou "Eu não teria como levar o bode para casa" kkkkkk

Javan Junior, Lindoaldo Guedes e Fábio Delgado, 1984
Paraibanos que se destacavam na década de 80

Fábio Delgado #6 Potó Pai #15, depois de bicicross passou para o Motocross 

Fabio Delgado nos Estados Unidos em 2000

Duas Lendas, Fábio Delgado e Robert de Wild

Fábio Delgado e Familia

Fabio Delgado e Mario Soto na América

Fabio Delgado na América

Ficha de Inscrição de Fábio Delgado Arquivo pessoal 

Filiação pela federação Mineira

Cartaz de uma corrida na Paraíba

Regulamento de corrida em 83 na PB

Planilha de corrida antiga


Autorização da Punhat Cross .. 1º Clube de Bicicross de Pernambuco
dos Irmãos Wamberto, em próximo capitulo contarei sobre essa pista.

Lendas da Paraíba

Ricardo Intorta, 1º Lugar, Potó fazendo a premiação
Ricardo nos deixou cedo!

Corrida em Timbauba 1987 Arquivo de Fábio Delgado

Podio de Motocross com Túlio Ricardo

Familia Bezerra, Túlio, Arthur e as irmãs, POTÒ #15 

  

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O começo do BMX (Bicicross), em Pernambuco capitulo 4

As inspirações de Marketing da época

   Na década de 80 esse conceito de marketing era pouco difundido, no Brasil o termo era no verdadeiro português de nosso Ariano Suassuna, os famosos reclames e comerciais. Com apelo em um consumo infantil e comportamento infantil que era o BMX, e hoje é visto por muitos como esporte infantil, haviam os comerciais da Caloi e Monark que investiam em programas, faziam promoções, inclusive Monza ganhou uma bela Caloi Cross Extra, foi uma grande expectativa para receber uma aro 16, rsrsrs, então passou a ser de Quinho que era o irmão mais novo, nessa época toda mídia era uma fonte de inspiração, Moisés (Monza) buscava em todo lugar essa fonte, comprava todas as revistas que conseguia achar, MOTO(revista nacional), Fluir, Super Bmx(Revista americana), Bmx Action(Revista Americana), vídeos nem pensar, era artigo fora de mercado.
     Monza começou a estudar com mais detalhes o inglês, para poder traduzir com mais facilidade a revista, nessa época o bmx já era uma praga em todos os bairros, em Dezembro de 82 estreou o filme ET, arrasa quarteirões de bilheteria, só foi batido pelo parque dos dinossauros anos depois(1993), esse evento trouxe ainda mais praticantes, muitos meninos ganhavam suas Caloi Cross e Bmx Monark, Monza havia escrito para revista Moto, pedindo para ser correspondido por praticantes de bmx, recebemos então varias cartas, inclusive de Pernambuco e foi como se estivéssemos conectados a uma rede de internet, ( manuscrita)  um pouco lenta, mas...! funcional.
   recebemos vários convites, várias pessoas pediam ajuda nos saltos, Monza passou a treinar mais para corrigir os problemas dos saltos e responder as cartas, inclusive aperfeiçoou o table top, chegando a ficar quase paralelo, faltava pouco, já fazia one hande, e one foot. atletas de Minas Gerais falavam de seus campeões, uma pessoa de Olinda nos escrevera falando de uma pista que iria construir, atletas de Caruaru nos convidaram para uma corrida oficial, atletas de outros bairros acharam nossa pista, Monza através das cartas trocava telefone com todos.  

   A primeira corrida Team Black Panther

   Ainda em 1982 resolvemos fazer uma corrida, falei com meu pai dos planos, ele me pediu uma lista do que era preciso, me levou na Loja de seu amigo, Sr. Alcemir, Loja técnica São João na rua São João no bairro de São José, ele viria a ser presidente da Federação Pernambucana de Ciclismo, acho que meu pai já sabia, Sr. Alcemir já estava com as medalhas em mãos, nos deu algumas dicas da organização da prova, e lá fomos nós, tomamos coragem e fomos na casa Martins uma outra loja na Avenida Dantas Barreto, falar com Sr. José Luiz Martins, dessa vez meu pai não foi, foram comigo Rory, Moisés, Junior e talvez Franci pois não me lembro ao certo, na hora de falar todos ficaram mudos, rsrsrs, eu olhava para Monza e ele estava branco, então resolvi falar de nossos planos, sobre fazer a corrida, e divulgar a loja dele, ele mostrou a filial de Minas Gerais e mostrou algumas fotos de corridas no Mineirinho e outros locais onde a Casa Martins participava, falou de um plano de fazer uma pista no complexo de Joana Bezerra, onde havia provas de ciclismo, mas não nos patrocinou pois só colocaria o nome da empresa em um evento de maior expressão, ficamos agradecidos, pois só a possibilidade de fazerem uma pista oficial no Joana Bezerra já era uma grande conquista.

   Fizemos a grande prova, tivemos cerca de 30 inscritos, rsrsrsrs, muitos curiosos assistindo,  pessoas querendo nos conhecer por conta das cartas de Monza, nessa época conhecemos Fúlvio Alves, Edmilson Crispin, Ricardo e Toninho da bomba, que eram de Areias, veio um cara que iria se tornar o 1º freestyler free rider que conheci, Marcos Xaréu, um verdadeiro louco, Maxuel veio com ele, lembro que Monza ganhou em sua categoria, Junior ganhou na minha, Franci Ganhou na dele e depois da corrida vinheram mais pessoas, fomos convidados a conhecer mais lugares, fazer mais trilhas, de Boa Viagem conhecemos os Irmãos Paulo Roque, Guga Roque e Thiago Roque e depois o Primo Maurício Roque futura equipe Brinquedos Castelo, eles nos levaram em uma pista particular de um cara na beira mar de Boa Viagem, um terreno fechado com portões altos e cadeados, no dia da visita o anfitrião estava de castigo por algum vacilo nos estudos, pulamos o muro com autorização e andamos naquela pista toda de barro, com vários obstáculos e curvas altas, um verdadeiro delírio, pois foi a última vêz, logo o local foi destruído.


   em Fevereiro de 2003 meu pai veio a falecer em um acidente de carro, fato que me isolou um pouco dos amigos, passei a semana de carnaval na casa de meus primos, voltei muito triste para casa e Moisés e Rory não cansaram de me inspirar, sempre com alguma novidade, eis que chegou o convite para correr em Caruaru. uma história a ser contada no próximo capitulo, pois sera o primeiro Dirt Jump do Estado. 
Gibis e revistas recreios faziam propagandas e matérias sobre o esporte
na época não existia vídeo game em massa, poucas crianças tinha Atari.

Revista Fluir, uma influência nas matérias

Sempre uma matéria de bicicross para incentivar


Filme ET, spilberg influenciou o bmx em todo o mundo!


Super Bmx a Primeira que vi, Monza era leitor fiel, depois descobrimos que outra pessoa estava comprando, era uma disputa
para chegar no aroporto na data correta, muito competitivo, depois descobrimos outra loja no Derby.

Nessa edição viamos a organização dos americanos

Saltos a serem copiados, uma revista que nos inspirava

Até o freestyle Pernambucano foi inspirado por essa revista
Xaréu, Eu e Rique fizemos muitos shows e desfiles de uma agencia que
focava em moda motowear

Revista Moto, mostrou ao Brasil os primeiros campeões Brasileiros, realidade distante de nós
só em 84 recebemos os mineiros e catarinenses na inauguração da pista do 90º, detalhes para outro capitulo.

A matérias com pilotos nacionais que nos inspiravam.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O começo do BMX (Bicicross), em Pernambuco capitulo 3

O dia em que conheci Junior(Bunda) Ateniense

em 1982 eu estudava no coração de Maria, colégio conceituado no bairro de Piedade com alunos de Candeias, Boa Viagem e adjacências, meu pai pagava condução escolar para que eu pudesse frequentar as aulas, Franci e Tati sempre estavam prontos primeiros, daí eu inventava uma desculpa que iria com um amigo para escola, que ia fazer trabalho de casa e tal, comecei com essa desculpa porque um amigo chamado Wamberto me dava essa cobertura, mas o plano de nós dois era ir de bike para escola, nessa época eu tinha alergia a muitas coisas, tinha um cansaço de asma muito forte e sentia que a bike libertava desses inconvenientes, embora meu pai ficasse bravo pois a noite eu torcia muito e ele culpava o terreno de barro e ameaçava tomar a bicicleta, dai eu prometia sem cumprir que não andaria no terreno de barro, daí eu dava essas pedaladas no asfalto para soltar os pulmões que sofriam com a adaptação do ar em abundancia, mais tarde tomei consciência de como foi bom a bike para meu processo de cura da asma, na escola estacionava a bike no bicicletário todo orgulhoso de ter pedalado a incrível distância de 4,2 km, pouca mais para época era uma façanha, outros meninos ficavam doidos para fazer, no caminho de volta era bem legal pois chegava em casa com a claridade do dia, pois na condução faziamos muitas voltas entregando todas as crianças, daí eu aproveitava melhor o tempo, fazia a tarefa de casa e encontrava os amigos de biciciross, então em umas dessas voltas vi um cara a minha frente em uma Bmx Pantera azul, a minha era amarela, estavamos transitando pelas três faixas de Piedade, atual Ayrton Sena, então quando o muleque viu que eu ultrapassei ele ficou valente e me ultrapassou mais uma vez, ficamos nessa disputa até a altura do bompreço de piedade, era claro e nitido o quanto ele era mais preparado que eu, ele abriu uma boa distância e sumiu na entrada do bompreço, nessa época a faixa do meio era apenas para bicicletas e pedestres, muito legal para os ciclistas, mesmo frustrado pelo coro que levei do carinha eu tomei como lição para me preparar para outras aventuras do tipo, no sábado seguinte estavamos trabalhando em terreno baldio em frente ao meu prédio, pois o supermercado esperança havia começado a ser construído no local o "Barro" sendo assim a diversão lá já era, na frente de meu prédio tinham vários obstáculos de resto de construção dos prédios vizinhos, e aproveitamos esse material para fazer o percurso, com muita dificuldade pois tinha muita areia no terreno, o que dificultava a construção, mas a cada dia faziamos uma parte, até o zelador do prédio ajudava, e no meio dessa empreitada a noticia de uma pista de cross de espalhava, pois a galera do "local o barro" ficou sabendo da nova pista, dai muitos garotos passavam a notícia de um para outro, então Junior chegou na obra e logo reconheci a bmx pantera voadora que me fez comer poeira, Junior Bunda tinha as pernas desenvolvidas para a média dos meninos, jogava futebol de salão e era muito competitivo, ele veio com mais dois amigos da orla, e terminaram ajudando nas rampas, mas não demorou muito para tirar um sarro do pega que fizemos nas três faixas, e eu tive que aguentar calado, pois aguentei por um bom tempo essa superioridade, Junior foi campeão Pernambucano 4 anos consecutivos, era uma máquina de andar, um atleta exemplar, pois treinava esportes complementares e tinha muita disciplina, era fan de Nelson Piquet e Ayrton Sena, sua bike sempre impecável, limpa e com peças de ponta.
Dessa forma Junior(Bunda) Ateniense juntou-se a nosso grupo.
                                     
                         Team Black Panther

          Moisés denominou então que eramos o Team Black Panther, equipe pantera negra, e bolou logomarca, padronização de números, ele era o numero 7, eu queria o numero 70 mas aproveitavamos os números da caloi e só consegui 71, e logo comecei a usar, Rory escolheu o 77, Franci meu Irmão escolheu o 75, Rique o 74, Junior Bunda o 72, Bom tempo depois recebemos Helder Vasconcelos que não chegou a integrar a Team Black Panther mas logo adotou o numero 70, Pig Luciano também era nosso amigo mas nunca chegou a correr, adotou uma placa com numero sete também.

Equipe pousando para fotos, da esquerda para direita.
Moisés(Monza), Rique, Rory, Cremildo nosso patrocinador, Junior Bunda e Quinho sentado.
na Rua Brigadeiro Melibeu, rua onde começamos tudo
1983

Olinda 1983, esq para dir. Franci Vital, Rique, Soraiva, Rory, Vandré, Junior Bunda e Moisés Monza
pista da Punhat
Moisés, Franci, Vandré, Rory, Rique, Junior Bunda, Cremildo Junior e Cremildo
proprietário da empresa Metalsol
1983
1982 queda no quintal da casa de Moisés, Luciano Pig tirando onda do no footer, kkkk

1982 em frente ao meu prédio, 1a pista de bicicross de PE

1983~84 pista da Punhat em Olinda, Rory saltando as rampas sem recepção

1982 Moisés Monza, salto em rampas próximos de minha casa

Moisés Monza, Saltando Rampa no quintal de sua casa
                                                                           1982

1982, eu, Franci e Tati meus irmão deitados para Monza saltar

Eu e Franci se recuperando de capote com minha BMX Pantera 1982

Rory com sua incrível Caloicross extra ligth-1983 em frente ao prédio que eu morava
Revista Placar, Publicação de 20 de Julho de 1984
Divulgou em seu calendário a 2ª Etapa do Campeonato Punhat.
Punhat Bicicross Clube
22/07/1984

sábado, 13 de maio de 2017

O começo do BMX (Bicicross), em Pernambuco capitulo 2

Rory tinha um amigo chamado Thiago que tinha uma monareta também e arriscava alguns saltos nas rampinha do terreno de barro que seria no futuro um supermercado, eu ficava pegando voltas nas bikes deles e voltava para casa de carona no bagageiro da bike.

        Chegou Setembro de 1982 e meu pai me levou no dia 6 para escolher a sonhada bike, fomos na loja do Alcemir da técnica São João, próximo a Dantas Barreto, onde meu pai tinha loja, chegamos lá confirmei que a Bmx super(Tanquinho) não era mais fabricada, fiquei um pouco frustrado por não poder comprar a bike que parecia uma moto, foram dadas duas propostas, a bmx pantera com freio a tambor uma novidade na época, e a caloicross geração 80, igual a de Fábricio Xisto, com a dica do vendedor escolhi de forma errada a Bmx Pantera com freio a tambor, decisão que vim a me arrepender tempos depois, mas bem depois, no dia de escolher a bike levei um amigo que também tinha monareta e morava perto (Nandinho) Fernando Gonçalves, o pai dele tinha um Maverik Amarelo impecável com rodas esportivas um carro lindo. Nandinho achou a Bmx Pantera a melhor opção, mas na frente descobrimos que a caloicross era melhor no design, pois os caras aviam feito uma copia da Mongoose americana, o guidão era mais reto em quanto o da Pantera era muito curvo e a geometria do quadro da pantera era muito em pé, o freio a tambor amarrava a bike e carregava-mos um extra peso com a roda presa, mas nada disso impedia as diversões nas rampas e rampas que descobrimos pelo bairro, e a gurizada ficava impressionada com a tecnologia do freio a tambor, e eu ficava cheio de marra, agora com minha bike eu podia acompanhar melhor Rory e Thiago, Nandinho deu prioridade ao Surf, pois morava-mos no bairro de Piedade litoral de Jaboatão dos Guararapes, grande Recife, o surf crescia muito, as revistas fluir eram uma sensação para moçada, mas nessa mesma revista saiam reportagem do bicicross do Rio e São Paulo.

      Nesses rolês no terreno de barro do futuro supermercado esperança, conheci (MONZA) Moisés Barbosa, ele andava na BMX tanquinho da irmã dele, e saltava bem as rampas, simulava uns projetos de table top que era um atrativo para os iniciantes, Monza na primeira impressão me pareceu um cara muito descolado e descontraído, muito briguento, no dia que eu conheci soube logo de uma briga no terreno do barro, onde chamavamos exatamente de "o barro", futuramente seria construído um supermercado, lá mesmo fizemos uma amizade, apresentei ele a Rory, que a princípio foi receptivo, Thiago aos poucos se afastou, dando prioridade a outros projetos, apareceu nessa época meu primo Rique que era super descolado e também tinha Monareta, mas logo conseguiu uma Bmx usada para nos acompanhar, sempre aparecia do nada e sumia do nada também, pois ele era muito independente e namorador, sempre atras das meninas, rsrsrs, Rique era dois anos mais velho que eu, mas convivia com os outros primos mais velhos que tornava ele mais maduro, passamos muitos verões em são José da Coroa Grande praia de pescadores bem longe de Recife, estradas precárias na época e carros lentos e lotados de colchões, ventiladores e crianças, era o maior barato, com essa formação começamos um time de bicicross, Rory e Moisés sempre trazendo novidades das revistas, trazendo informações sobre o cenário do eixo Rio São Paulo, esse movimento começou a despertar o interesse de Franci meu irmão que vez ou outra já revesava a bike nas rampas das proximidades e ele andava em meu guidão para outras rampas mais distantes, rolavam algumas disputas entre eu e ele para quem ia sair na bike, eu sempre saia escondido, eu tinha 12 Anos ele apenas 10, era mais fácil de enganar, mas com isso ele foi despertando um desejo maior de praticar, quando ele ficava a opção era interagir com as outras crianças da rua, as que jogavam futebol, voley, pinhão e bolas de gude, por sinal muitas delas nos odiavam, pelo fato de passarmos devastando tudo com as bikes, tempos depois interagi com alguns e dei boas risadas das besteiras que faziamos.
Caloi Cross igual a de Xisto
1982

Xisto de branco acenando com a luva lá atras, na pista da Punhat 1983 Olinda
Equipe Metalsol, uma das 1as do Nordeste, começamos em 82
da Esquerda para Direita; Franci Vital, Vandré Vital, Rique Castilhos, Rory Ricardo, Cremildo Junior, Soraiva, Ateniense Junior, Cremildo Deodato.
Bike que comecei a andar de bmx em 1982
antes disso pegava carona de monareta.



terça-feira, 9 de maio de 2017

O começo do BMX (Bicicross), em Pernambuco capitulo 1

Como começou o BMX bicicross em Pernambuco, Recife...

Em 1981 eu estava louco para ganhar uma bicicleta cross, uma BMX Super (tanquinho), fiquei importunando sempre meu pai para ganhar essa bike que eu via nos comerciais dos programas de auditório, especialmente o horário dos trapalhões, onde havia um intervalo da Nescau que promovia a bicicleta, e minha meta era pedir incansavelmente esse presente de aniversário, esse lançamento era de 1978, como era 81, só conseguiria uma usada, meu primeiro desejo era ter uma bike parecida com uma moto, mas antes disso em algum lugar perto de minha casa conheci Rory Ricardo que morava na minha rua(Rua Brigadeiro Melibeu, Piedade Jaboatão), ele tinha uma Monareta, e essa bike dele já tinha pneus de BMX Super, bagageiro serrado, e alguns reforços, lembro que a tia dele era diretora do Senai, e incentivava as modificações, na casa dele tinha morsa de fixação de peças e ferramentas.
Bike similar a que Rory usava em 1981, pulava rampas de barro em um terreno em construção.
muitas vezes eu andava em pé na parte de traz da bike, no resto do bagageiro , uma vez caímos em um buraco e eu passei por cima de Rory, passando por cima do guidão da bicicleta.
colocavamos tijolos e tabuas de madeira para dar saltos simulando o motocross, e ainda riscavamos a distancia do salto ao chão, para ir aumentando as metas.
Bmx Super, Ano de lançamento 1978, em 1981 já não fabricava, só que eu não sabia.
meu pai tinha um comércio de material elétrico de baixa e alta tensão ele era especialista em alta tensão , ficava na Dantas Barreto, próximo a rua São João, chamava-se Eletro Tensão, essa empresa ficava próxima a técnica São João
loja de bikes no centro do Recife, no bairro de São José, famoso pelo bloco carnavalesco batutas de são José.
no capitulo seguinte contarei como foi a escolha da bike.

Um pouco depois conheci Fabrício Xisto que morava na rua João Dourado Filho, duas ruas depois da minha, ele tinha uma Caloi Cross geração 80, confesso que minha ideia da Bmx de tanque começou a mudar 

Atleta; Rory Ricardo, primeiro bmx que conheci! 
Aqui já era em 1983, padronizado com equipamento de nossa primeira equipe.
Logo marca que usava-mos em 1982
Team Black Panter

Vandré Vital.